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“A caridade é, com efeito, o cerne da santidade a que todos os fiéis são chamados"

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Na manhã desta quarta-feira, 8 de abril, o Papa Leão XIV convidou fiéis e peregrinos para acompanharem sua catequese sobre o quinto capítulo do documento sobre a vocação de todos à santidade, da qual o modelo é Cristo, durante a Audiência Geral. O Pontífice deu continuidade à reflexão sobre a Constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II.

O Santo Padre sublinhou que “cada um de nós é chamado a viver na graça de Deus, praticando as virtudes e conformando-se com Cristo. A santidade, segundo a Constituição Conciliar, não é um privilégio para poucos, mas um dom que compromete cada batizado a procurar a perfeição da caridade, isto é, a plenitude do amor a Deus e ao próximo. A caridade é, com efeito, o cerne da santidade a que todos os fiéis são chamados”.

“Essa disponibilidade de testemunho se concretiza através de sinais de fé e de amor na sociedade, comprometendo-se com a justiça, até estar pronto a confessar Cristo com o martírio. Mas todos os sacramentos, sobretudo a Eucaristia, são alimento que promove uma vida santa, tomando Cristo como modelo que torna a Igreja santa, mas não necessariamente plena e perfeitamente santa: a triste realidade do pecado, isto é, em todos nós, exige-lhe a conversão, que faz parte da essência da vida cristã e não se reduz a um mero empenho ético. O convite é para que cada um possa empreender uma séria mudança de vida, confiando-se ao Senhor, que nos renova na caridade”.

O Papa Leão XIV continuou sua reflexão explicando que “a Vida Consagrada desempenha um papel decisivo. O tema é abordado no sexto capítulo da Constituição Conciliar, ao explorar a união com Jesus realizada de modo radical através da pobreza, da castidade e da obediência”:

“Estas três virtudes não são prescrições que aprisionam a liberdade, mas dons libertadores do Espírito Santo, pelos quais alguns fiéis se consagram totalmente a Deus. A pobreza exprime a plena confiança na Providência, libertando do cálculo e do interesse próprio; a obediência toma como modelo o dom de si que Cristo fez ao Pai, libertando da suspeita e da dominação; a castidade é a doação de um coração íntegro e puro de amor, ao serviço de Deus e da Igreja.”

De acordo com o Pontífice, “ao acolher esses conselhos evangélicos como estilo de vida, os consagrados testemunham a vocação universal à santidade de toda a Igreja”, manifestando plena participação na vida de Cristo até a cruz, sendo sinal profético de um mundo novo.

“É precisamente pelo sacrifício do Crucificado que todos somos redimidos e santificados! Contemplando este acontecimento, sabemos que não há experiência humana que Deus não redima: até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna um caminho para a santidade. A graça que converte e transforma a vida fortalece-nos, assim, em cada provação, apontando-nos não para um ideal longínquo como meta, mas para o encontro com Deus, que se fez homem por amor”.

*Informações e fotos: Vatican News



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