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Papa Francisco: “O anúncio do Evangelho deve realizar-se no Espírito Santo”

Na Audiência Geral desta quarta-feira, dia 6 de dezembro, o Papa Francisco disse que  se sente “muito melhor”, mas que ainda tem dificuldades ao falar. Por isso, a reflexão, foi  comunicada por meio do Mons. Ciampanelli. A reflexão escrita pelo Papa foi dedicada à quarta dimensão do zelo apostólico: o Espírito Santo, protagonista do anúncio do Evangelho.

“Nas catequeses anteriores, vimos que o anúncio do Evangelho é alegria, é para todos e deve ser dirigido ao hoje. Descubramos agora uma última característica essencial: o anúncio deve realizar-se no Espírito Santo. Com efeito, para ‘comunicar Deus’ não bastam a alegre credibilidade do testemunho, a universalidade do anúncio e a atualidade da mensagem. Sem o Espírito Santo todo zelo é vão e falsamente apostólico: seria apenas nosso e não daria frutos”.

O Espírito Santo protagonista

No texto, o Papa recorda que, como escreveu na Evangelii gaudium, “Jesus é o primeiro e o maior evangelizador”; “em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus” e “quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito”.

“O Espírito é o protagonista, sempre precede os missionários e faz brotar os frutos. Essa consciência nos consola muito! E ajuda-nos a esclarecer outra, igualmente decisiva: isto é, que no seu zelo apostólico a Igreja não anuncia a si mesma, mas uma graça, um dom, e o Espírito Santo é precisamente o Dom de Deus”.

Segundo Papa Francisco, a primazia do Espírito não deve levar-nos à indolência:

“O Senhor não nos deixou folhetos teológicos ou um manual de pastoral para aplicar, mas o Espírito Santo que inspira a missão. E a desenvoltura corajosa que o Espírito infunde leva-nos a imitar o seu estilo, que tem sempre duas características: a criatividade e a simplicidade.”

Criatividade pastoral

No texto lido por mons. Ciampanelli, o Papa destaca que a criatividade é necessária para anunciar Jesus com alegria, a todos e no hoje.
“Nesta nossa época, que não nos ajuda a ter uma visão religiosa da vida e em que o anúncio se tornou mais difícil, cansativo e aparentemente infrutífero em vários lugares, pode surgir a tentação de desistir do serviço pastoral. Talvez nos refugiemos em zonas de segurança, como na repetição habitual de coisas que sempre fazemos ou nos apelos tentadores de uma espiritualidade íntima, ou mesmo em um sentido incompreendido da centralidade da liturgia. São tentações que se disfarçam de fidelidade à tradição, mas muitas vezes, em vez de respostas ao Espírito, são reações às insatisfações pessoais.” 

 “A criatividade pastoral, ardente com o seu fogo missionário, é prova de fidelidade a Ele. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual.”

A simplicidade evangelizadora

A segunda característica que o Pontífice enfatiza em seu texto é a simplicidade, “precisamente porque o Espírito nos leva à fonte, ao primeiro anúncio, que deve ocupar o centro da atividade evangelizadora e de toda a tentativa de renovação eclesial”.

“Irmãos e irmãs, deixemo-nos cativar pelo Espírito e invoquemo-lo todos os dias: seja Ele o princípio do nosso ser e do nosso agir; esteja no início de cada atividade, reunião, encontro e anúncio. Ele vivifica e rejuvenesce a Igreja: com Ele não devemos temer, porque Ele, que é a harmonia, mantém sempre juntas a criatividade e a simplicidade, inspira a comunhão e envia em missão, abre à diversidade e reconduz à unidade. Ele é a nossa força, o sopro do nosso anúncio, a fonte do zelo apostólico. Vinde, Espírito Santo!”

A guerra é sempre uma derrota

Ao término da audiência geral, o Santo Padre voltou seu pensamento mais uma vez para as muitas situações de conflitos no mundo, com um olhar particular para a Ucrânia e a Terra Santa, pedindo orações, ressaltando que a guerra é sempre uma derrota.

Não nos esqueçamos de rezar por aqueles que sofrem a tragédia da guerra, particularmente, pelas populações da Ucrânia, de Israel e da Palestina. A guerra é sempre uma derrota. Ninguém ganha, todos perdem. Somente os fabricantes de armas ganham.

Imaculada Conceição

Lembrando a proximidade da solenidade da Imaculada Conceição, que celebraremos na próxima sexta-feira, 8 de dezembro, o Santo Padre ressaltou que Maria “acreditou” no amor de Deus e respondeu com seu “sim”. Aprendamos com Ela a confiar plenamente no Senhor para dar testemunho, em todos os lugares, da bondade e do amor do Evangelho.

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