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[Artigo] A Epifania do Senhor - Neuza Silveira 

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O Tempo de Natal vai desde as primeiras vésperas do Natal até o domingo depois da Epifania, ou seja, depois do dia 6 de janeiro.

Neste ano vamos celebrar a Epifania do Senhor, neste domingo, dia 4 de janeiro, quando caminhamos para a solenidade da Epifania do Senhor que é a festa da universalidade da salvação oferecida como dom de Deus a toda a humanidade. Neste domingo, inicia a semana da Epifania, a vida de Jesus do qual emana a luz divina para a humanidade que irá culminar com o seu batismo por João Batista. É uma semana na qual concluímos o Tempo do Natal e celebramos a festa do Batismo do Senhor. Ungido pelo Espírito e proclamado Filho de Deus, Jesus assume sua missão e nos convida à conversão e cumprimento da justiça.

Mas o que é Epifania?

A palavra “epifania” significa aparição, manifestação e vem do grego “epiphanéia”. Em seu sentido filosófico, esta palavra significa uma sensação profunda de realização na forma de compreender a essência das coisas. No sentido religioso, no calendário litúrgico da Igreja católica, significa uma manifestação divina, como por exemplo, quando houve a apresentação de Jesus Cristo ao mundo, através da chegada dos Reis Magos trazendo presentes. Nesse sentido, a Igreja católica comemora a Epifania do Senhor, ou seja, a manifestação de Cristo, dois domingos depois do natal, conhecido por todos os cristãos católicos como “o dia de Reis.”.

Uma interpretação sobre a visita dos Reis ao menino Jesus, diz-nos ser o cumprimento da profecia lida no Salmo 72,11: “Todos os reis se prostrarão diante dele, as nações todas o servirão”. Sobre os presentes ofertados, estes trazem seus significados da antiguidade:

  • O ouro era um presente para um rei, representando a realeza;
  • O incenso (olíbano) era um presente para um sacerdote, representando a fé. Nos trás à memória como era usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmo 141,2a: Suba minha prece como incenso em tua presença);
  • A mirra, presente para um profeta. Usado desde a antiguidade para embalsamento, a mirra nos remetem à morte de Jesus. Segundo o Evangelho de João 19,39-40, a mirra foi usada no embalsamento de Jesus: “Nicodemos, aquele que anteriormente procurara Jesus à noite, também veio, trazendo cerca de cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Eles tomaram então o corpo de Jesus e o envolveram em panos de linho com os aromas, como os judeus costumavam sepultar”.

Além da celebração da Epifania dos Magos do oriente, a Igreja celebra como eventos também a Epifania a João Batista, no rio Jordão, e a Epifania quando o Cristo tornou-se conhecido pelo milagre de Caná.

A cada ano estas celebrações da “manifestação do Senhor” trazem para nós cristãos católicos uma realidade única dos acontecimentos de Cristo. Estas são celebrações que, fazendo a memória dos mistérios da redenção, abre aos fiéis as riquezas dos atos salvíficos e méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, torna-as presentes em todos os tempos, a fim de que estes mesmos fiéis possam entrar em contato com elas e ficarem repletos da graça da salvação (SC 102). Assim, o ser humano, a cada ano, se realiza no tempo, e “como um ser humano salvo em Cristo”, ele, a cada ano, se renova e se insere no “Ano do Senhor”, para o qual a vida cristã torna-se um crescer em tudo, em direção ao Cristo. E ele – o Cristo – une a si todo o homem, na esfera de sua ação sacerdotal, sacrifical e mediadora, que transcende todo espaço e tempo.

Unidos a Cristo somos convocados a viver o ato da fé se engajando à vida do Cristo, ofertando a ele a nossa própria vida, ela mesma dom de Deus. Nessa entrega, cada um faz a sua experiência de Deus.

Neuza Silveira de Souza.

Coordenadora do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-Catequético de Belo Horizonte

 

 



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